6. No berço
À minha irmã
À branda luz de uma vela,
Na estreita alcova asseada,
Uma mulher se desvela
Junto de um berço, sentada.
Sorri-se um pálido anjinho;
Por entre sonhos dourados,
Contempla-o a mãe com carinho
E beija-o com mil cuidados.
Volta depois à costura;
Mas no filho, com ternura,
Os olhos cravados tem.
De repente oscila o berço,
E o pequenino travesso
Acorda e chama – mamãe!


