Francisco Xavier Ferreira – farmacêutico, jornalista, poeta e político − nasceu na Colônia de Sacramento (Uruguai) em 04 de dezembro de 1771, casou-se com Ana Joaquina em 1793 em Rio Grande, onde abriu uma farmácia e, por isso, ganhou o apelido de Chico da Botica. Ainda no Brasil colonial, ingressou na Maçonaria em 1819 filiando-se ao Grande Oriente do Brasil – criou a Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional (1832) − e, logo após o início do Segundo Reinado, em 7 de abril de 1831, quando Dom Pedro I abdicou o reinado aclamando Dom Pedro II ao trono, imprimiu o primeiro texto publicado na cidade rio-grandina.

      Nessa mesma tipografia, imprimiu os jornais O Noticiador, o primeiro jornal rio-grandino, e O Propagador da Indústria, de José Marcelino da Rocha Cabral. Até então, os impressos vinham do Rio de Janeiro ou de Portugal, sendo de grande valia a importância de Francisco Xavier Ferreira ao fundar uma tipografia local, para que assim possibilitasse produções literárias rio-grandinas e que fossem registrados os acontecimentos de nossa terra de forma independente.

      Em 1835, é eleito deputado na 1ª legislatura da Assembléia Legislativa Provincial do Rio Grande do Sul e sua participação é considerada fundamental na lei que elevou a vila de Rio Grande (1835) à categoria de cidade, assim como atuou no projeto que deu o nome de Cidade de Pelotas (1835) à cidade vizinha.

      Em 1840, antes da Maioridade de D. Pedro II, Xavier Ferreira falece em 23 de abril de 1838, na Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição da Ilha de Villegagnom (RJ), após ser preso durante a Revolução Farroupilha na retomada de Porto Alegre pelas forças legalistas. Jorge de Souza Araujo (1999), a partir da leitura de testamentos depositados em diversas instituições brasileiras, considera sua biblioteca pessoal como a maior do período colonial, com cerca de 760 títulos dos mais distintos setores: literatura francesa e portuguesa, Filosofia, Direito, Economia política, Ciências Naturais, físicas, químicas e matemáticas.

     Como homenagem em Rio Grande, a então Praça do Comércio ganhou o seu nome, ao ser comemorado o centenário da Lei Provincial que elevou à cidade da Vila de Rio Grande, em 26 de junho de 1935, sendo chamada a partir de então de Praça Xavier Ferreira.

 

OBRAS

Hino que se cantou na noite do dia 24 do corrente, pela feliz notícia da Gloriosa Elevação do Sr. Dom Pedro II ao Trono do Brasil (1831)

Relação dos festejos, que fizeram os portugueses residentes na vila do Rio Grande do Sul, em demonstração de seu júbilo pelo restabelecimento da paz, e da liberdade, na sua pátria (1834).

 

FONTES

MATIAS, Ana Cristina Pinto. Francisco Xavier Ferreira e o início da imprensa no extremo sul. Mafuá, Florianópolis, ano 7, n. 12, setembro 2009.

 

 

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